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Segundo Kaplan e Norton, criadores da metodologia de medição e avaliação do desempenho conhecida como Balanced Scorecard, 90% das organizações não implementam seus planos estratégicos. Para que se compreenda melhor esta situação, apresenta-se a seguir o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act), o mais importante conceito da gestão pela qualidade, para um processo de planejamento estratégico. O giro do ciclo não tem fim, já que se trata de um processo de aprendizagem contínua.
PLAN (Planejar) - Definir um conjunto de metas que permitam avaliar se o objetivo foi ou não alcançado; - Criar um sistema de indicadores que permita avaliar o desempenho da organização no tempo em direção às metas estabelecidas, utilizando como instrumento básico o Instrumento de Avaliação da Gestão Pública; - Desenvolver um conjunto de ações que permitam atingir a meta e alcançar o objetivo desejado. DO (Executar) - Acompanhar a evolução dos índices medidos pelos indicadores no tempo.
CHECK (Verificar/Analisar) - Verificar se o que está sendo medido está de acordo com o programado e em direção à meta estabelecida; - Proceder à análise crítica de desempenho, interpretando os dados levantados no decorrer do acompanhamento dos indicadores.
ACT (Agir) - Agir com base na verificação e análise realizada, promovendo ajustes no plano e implementando ações corretivas.
Percebe-se que o centro deste mecanismo de implementação do plano é o Sistema de Indicadores do Desempenho. Ele permite que o plano seja acompanhado, ajustado e melhorado, à medida em que vai sendo implementado. Se a organização não dispõe de um sistema de medição (indicadores) de desempenho não poderá implementar seu Plano Estratégico de forma adequada. Esta afirmação baseia-se no princípio de que, só por meio da análise e interpretação de dados (números) evidenciam-se fatos que permitem a tomada de decisões bem fundamentadas.
A medição sistemática e estruturada permite às organizações monitorar seu desempenho e, dessa forma, realizar mudanças rapidamente, com base em informações pertinentes. O estudo das organizações que têm se mantido na liderança em seus setores de atuação por longos períodos mostra que a habilidade de medir sistematicamente seu próprio desempenho (e de usar a medição para buscar patamares superiores) é uma característica sempre presente.
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